“When the Jazz Met the Jaguar” o som do Pantanal encanta Nova York
2 de novembro de 2025
Uma experiência sensorial que transcende fronteiras e convida o mundo a ouvir o planeta antes que ele se cale.
No encontro entre o improviso do jazz e a alma selvagem do Pantanal, nasce uma obra que transforma a natureza em música e a arte em manifesto ambiental. Gravado no coração do Mato Grosso do Sul, o projeto Pantanal Jam une sons reais da fauna e das águas com o talento do grupo brasileiro Urbem e do trombonista nova-iorquino Ryan Keberle, levando o Brasil para o palco da Visit Brasil Gallery, em Manhattan.
Transformar o som vivo da natureza em música é a ousadia por trás do trabalho idealizado pelo grupo instrumental Urbem (Gabriel Basso, Ana Ferreira, Bianca Bacha e Sandro Moreno), em parceria com o aclamado trombonista nova-iorquino Ryan Keberle, referência mundial no jazz moderno. Gravado no coração do Pantanal sul-mato-grossense, o álbum é o resultado de um ano de imersão, escuta e respeito pela natureza onde os cantos das aves, o sussurro dos ventos e o movimento das águas se tornaram partitura viva.
“A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul deu visibilidade e suporte a esta inspiração, transformando o projeto numa poderosa e orgânica campanha de divulgação do nosso Bioma” Bruno Wendling, diretor-presidente da FundturMS
“Não se trata apenas de música, mas de um diálogo com o planeta”, disse Keberle, emocionado durante a abertura da exposição na Visit Brasil Gallery, em Manhattan. “O Pantanal tem alma, tem ritmo, e ele fala conosco — basta ouvir.”
Inspirado por estudos de Harvard e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o Urbem transformou dados sonoros ecológicos em arte, um gesto poético e científico ao mesmo tempo. Cada faixa do álbum traduz uma espécie, um movimento natural, uma correnteza. O resultado é um jazz orgânico e vibrante, onde improviso e biologia se entrelaçam.
O projeto também nasce como uma poderosa ação de turismo e preservação ambiental, com o apoio da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, que viu na arte uma ponte entre o som e o solo, o visitante e o protetor. A campanha “Sons do Pantanal” convida o mundo a escutar antes de explorar a sentir antes de agir. Ao todo, o projeto tem nove faixas musicais.
“Queremos que o visitante ouça o Pantanal — literalmente”, diz a produtora Bianca Bacha. “Cada nota é um convite à preservação. Cada acorde, uma promessa de futuro.”
No epicentro da capital cultural do mundo, o Pantanal ganhou palco, voz e reverência. Entre os holofotes e o jazz, um pedaço do Brasil selvagem ressoou como um lembrete de que a natureza ainda tem muito a dizer e que a verdadeira música do planeta vem da terra, da água e do vento.
Exposição: Pantanal Jam — Sons do Pantanal de Mato Grosso do Sul Visit Brasil Gallery, Nova York Em cartaz até fevereiro de 2026 Uma experiência sonora, sensorial e espiritual sobre o coração verde do Brasil.
Por: Sergio Quevêdo Filho * com informações da Fundtur-MS Foto/Imagem: Divulgação
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