
Proposta de enfraquecer o dólar no comércio internacional é amplamente defendida por alguns países do Brics, especialmente pela Rússia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a adoção de medidas para enfraquecer o uso do dólar no comércio internacional, como a utilização de moedas locais nas transações entre os países.
“Eu acho que o mundo precisa encontrar um jeito de que a nossa relação comercial não precise passar pelo dólar. Quando for com os EUA, ela passa pelo dólar. Quando for com a Argentina ou China, não precisa. Ninguém determinou que o dólar é a moeda padrão. Em que fórum foi determinado?’, disse Lula nesta segunda-feira (7) em coletiva de imprensa durante a Cúpula do Brics.
Segundo o presidente, a substituição de dólar no comércio internacional é “uma coisa que não tem volta, vai acontecer até que seja consolidada”.
A proposta de enfraquecer o dólar no comércio internacional é amplamente defendida por alguns países do bloco, especialmente pela Rússia, que passou a ser alvo de sanções internacionais após a invasão na Ucrânia.
Durante a cúpula dos Brics, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu o aumento do uso de moedas locais no comércio entre os países do bloco.
De acordo com as últimas informações noticiadas pela CNN Brasil, ele participou por videoconferência da sessão plenária “Paz e Segurança & Reforma da Governança Global”, na Cúpula dos Brics, neste domingo (6).
Também, no domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os países que se alinharem às “políticas antiamericanas” do Brics pagarão uma tarifa adicional de 10%.
Apesar da pressão russa e das falas de Lula, o Brasil tem adotado uma postura cautelosa nas tratativas.
A ideia, que visa estabelecer um sistema alternativo ao Swift para transações comerciais, tem encontrado resistência por parte das autoridades brasileiras.
A postura do Brasil tem sido a de evitar completamente essa discussão, afastando-se da retórica utilizada pelo presidente Lula.
Durante a reunião com os ministros de Comércio dos Brics, por exemplo, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o assunto não foi nem levado à mesa de discussões.
Por: Gabriel Garcia








