Fazenda e BC afinaram o texto que pode afastar receio de leniência com inflação a partir de 2025
O decreto presidencial que vai confirmar a adoção da meta contínua de inflação de 3% no Brasil já está pronto e foi construído a quatro mãos entre as equipes da Fazenda e do Banco Central (BC), segundo fontes ouvidas pela CNN.
Depois de um período de abalo na relação entre Fernando Haddad e Roberto Campos Neto, pessoas próximas aos dois relatam que o diálogo foi retomado.
A data para a publicação não está definida ainda, mas há uma pressão dos times da economia para que seja feita o mais breve possível.
Segundo fontes disseram ao blog, o ideal é que o ministro e o chefe do BC estejam juntos na tentativa de convencer que o estranhamento recente entre os dois acabou.
O decreto é aguardado pelo mercado porque reduziria o risco de leniência com a inflação a partir de 2025, quando o Banco Central terá um presidente indicado por Lula.
A desconfiança aumentou depois que Haddad chamou de “exigentíssima” e “inimaginável” a meta de 3% para inflação brasileira.
Em encontro com empresários nesta semana, Roberto Campos Neto disse que a “especulação” sobre uma eventual mudança na meta afetou as expectativas para o IPCA.
No relatório Focus dessa semana, a previsão para índice de inflação piorou para 2024, 2025 e até para 2026.
Fonte: CNN