Pesquisadores de seis países participam de ciclo de debates na próxima semana

Entre 7 e 11 de abril, será realizada a 5ª edição do Ciclo de Debates (De) Marcando Diferenças. O evento é realizado pela UFMS, por meio do Núcleo de Estudos Néstor Perlongher (Nenp) e pelo Grupo de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Diferenças (Impróprias). O tema escolhido para essa edição é Governamentalidades e resistências em um mundo pós-pandêmico. As inscrições podem ser feitas aqui.

“Nossa expectativa nesse quinto evento e nesse primeiro evento internacional presencial depois da pandemia é que o auditório esteja cheio, com muitas pessoas interessadas, para que a gente consiga marcar bem que há cinco anos um evento como esse não era possível. Apesar de tantas perdas, de tantas dores, de tantos lutos, nós sobrevivemos à pandemia, sobrevivemos a essa crise sanitária planetária, e estamos aqui tentando reconstruir o presente numa expectativa de um futuro muito melhor”, destaca o professor da Faculdade de Ciências Humanas Guilherme Passamani.

Participam do evento pesquisadores de universidades brasileiras e de países como Bolívia, Colômbia, México, Moçambique e Portugal. Serão duas conferências e três mesas-redondas, com início sempre às 19h, no auditório 1 do Complexo Multiuso 1, na Cidade Universitária. A conferência de abertura Do antropoceno ao androceno, ou vice-versa será ministrada pelo pesquisador português Miguel Vale de Almeida, enquanto o encerramento ficou sob a responsabilidade da pesquisadora boliviana Adriana Guzmán, que aborda o tema Pandemia, patriarcado e Estado: reorganização política da resistência.

“O professor Miguel vai falar sobre as crises do nosso tempo, entre elas a pandemia. Para o encerramento, trazemos aqui a militante e intelectual dos saberes populares indígenas bolivianos, a professora Adriana, mostrando estratégias de resistência a essa ideologia patriarcal que ainda ronda o planeta. São duas mensagens de esperança muito calcadas nas ciências humanas e sobre como as ciências humanas são relevantes para a produção de um futuro que seja mais justo e mais inclusivo”, ressalta Passamani.

Nos dias 8, 9 e 10, serão realizadas as mesas-redondas com participação de nove pesquisadores. “Temos dois conferencistas e três palestrantes que vêm de três continentes. A possibilidade da nossa comunidade universitária ter acesso a uma série de discussões com um conjunto variado de conferencistas e palestrantes e de forma gratuita, não é algo fácil”, comenta o professor.

O evento é aberto a todo o público interessado nas reflexões. “É evidente que a discussão, que o tom é um pouco mais acadêmico, em diálogo com a militância, pode interessar mais especificamente pessoas da Universidade. Além das ciências humanas, as ciências aplicadas, a saúde, a comunicação, as letras também estão incluídas, já que o perfil dos convidados foi pensado justamente para tentar atrair um público mais variado que tem essa preocupação de como reagir nesse contexto pós-pandemia”, diz.

O 5º Ciclo de Debates conta com o financiamento da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) e a parceria da Escola Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Associação dos Docentes da UFMS, Associação Campo-Grandense de Professores e Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFMS e IFMS. Mais informações podem ser obtidas no perfil do Nenp nas mídias sociais.

Fonte: UFMS – Por: Vanessa Amin

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