
Os comerciantes de Campo Grande devem redobrar a atenção com a entrada em vigor do Decreto nº 16.664/2026, da Prefeitura Municipal, que estabelece novas regras para a circulação de veículos de carga na região central da cidade.
A medida impacta diretamente o funcionamento do comércio, especialmente no que se refere à entrega de mercadorias, abastecimento de estoques e operações de carga e descarga, exigindo planejamento e adaptação das empresas.
O que muda para o comércio
Com o novo decreto, foram definidas duas áreas com restrições:
- Área de Restrição (AR): abrange um perímetro maior da região central.
A partir do cruzamento da Avenida Salgado Filho com a Avenida Presidente Ernesto Geisel; seguindo pela Avenida Ernesto Geisel até a Avenida Mascarenhas de Moraes; seguindo por esta Avenida até a Avenida Coronel Antonino; seguindo por esta Avenida no sentido Noroeste-Sudoeste até a Rua São Borja; seguindo por esta Rua até a Rua Ceará; seguindo por esta Rua até a Rua Joaquim Murtinho; seguindo por esta Rua até a Avenida Eduardo Elias Zahran; seguindo por esta Avenida até a Avenida Salgado Filho até o ponto de partida.
- Área de Restrição Máxima (ARM): contempla a área mais central, com regras mais rígidas
Área interna ao perímetro da Avenida Mato Grosso, seguindo por esta Avenida até a Avenida Presidente Ernesto Geisel, seguindo por esta Avenida até a Avenida Fernando Correa da Costa, seguindo por esta Avenida até a Rua Bahia, até o ponto de partida.
Dentro dessas regiões, a circulação de caminhões passa a ser limitada conforme o porte do veículo e o horário. Para o comércio, isso significa que entregas realizadas por caminhões de médio e grande porte terão horários restritos, especialmente nos períodos de maior movimento da cidade.
Abastecimento deve ser planejado
O abastecimento de lojas, supermercados, farmácias e outros estabelecimentos deve ser reorganizado, já que:
- Caminhões maiores não poderão circular em horários de pico
- Parte das entregas terá que ser feita fora do horário comercial tradicional
- Pode haver necessidade de antecipação ou reprogramação de pedidos
Em contrapartida, veículos leves e VUCs (até 10 toneladas) seguem com circulação liberada, o que pode se tornar uma alternativa logística importante.
Centro mais restrito: atenção redobrada
Nos principais corredores comerciais, como a Rua 14 de Julho, as regras são ainda mais rígidas:
- Está proibida a circulação de veículos acima de 3.500 kg, salvo autorização
- Na área central mais restrita, a carga e descarga deve ocorrer somente em vagas sinalizadas
Isso exige atenção principalmente de lojistas com operações frequentes de recebimento de mercadorias.
Quem não se adapta pode ser penalizado
O descumprimento das regras pode resultar em sanções previstas na legislação de trânsito, incluindo multas.
Por isso, além de reorganizar a logística, os comerciantes devem alinhar as mudanças com:
- Transportadoras
- Fornecedores
- Equipes de recebimento
Exceções e autorizações
O decreto prevê exceções para atividades essenciais, incluindo o transporte de alimentos perecíveis e insumos hospitalares, mas, em muitos casos, pode ser necessário cadastro ou autorização prévia junto à Agetran.
Para situações fora da regra, como entregas específicas ou operações diferenciadas, é possível solicitar autorização especial com antecedência mínima de três dias úteis.
Orientação ao comerciante
Diante das mudanças, a Fecomércio MS reforça a importância de que os empresários:
- Ajustem horários de recebimento de mercadorias
- Avaliem alternativas logísticas, como uso de veículos menores
- Planejem estoques com maior antecedência
- Evitem operações nos horários de restrição
A entidade segue acompanhando a implementação das novas regras e dialogando com o poder público, buscando garantir condições adequadas para o funcionamento do comércio na Capital.
Impacto no dia a dia das empresas
As novas medidas exigem mais organização, mas também podem contribuir para um trânsito mais fluido, beneficiando o acesso de consumidores às áreas comerciais.
A adaptação do setor será fundamental para reduzir impactos e manter a eficiência das operações.
“O comerciante precisa se antecipar e organizar sua logística para evitar prejuízos. Esse novo cenário exige planejamento, diálogo com fornecedores e adaptação das rotinas.” destaca o presidente do Sistema Comércio MS, Juliano Wetheimer.
Fonte: Fecomércio/MS








