
Entenda como vai funcionar o sistema “Pare e Siga”
A histórica ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, está prestes a entrar em um novo ciclo de transformação. O que antes recebia apenas reparos emergenciais e intervenções pontuais — que chegaram a contar com o trabalho de alpinistas para alcançar pontos críticos — agora ganha um projeto de fôlego. O objetivo? Colocar um ponto final nos problemas estruturais que preocupam motoristas e turistas que cruzam o Pantanal.
O investimento: mais de R$ 11 milhões em segurança
Com um aporte de R$ 11.727.912,21, a nova etapa de recuperação foca na correção de patologias profundas da estrutura. Não se trata apenas de “tapar buracos”, mas de uma reabilitação técnica completa. A execução fica a cargo da Agesul, em uma parceria estratégica com o DNIT, para garantir que a ponte suporte o fluxo intenso de cargas e o turismo crescente na região pantaneira.
Logística e o sistema “pare e siga”
Para quem utiliza a via diariamente, o cronograma exige paciência, mas traz inovação. A obra será realizada sob um esquema logístico rigoroso para não isolar a cidade:
- Tráfego contínuo: o sistema pare e siga funcionará em tempo integral.
- Suporte extra: plataformas metálicas serão instaladas para viabilizar a passagem de veículos enquanto a estrutura principal é reforçada.
- Interdições programadas: após a instalação do canteiro de obras, haverá bloqueios totais previstos a cada 21 dias. Para minimizar o transtorno, essas pausas devem ocorrer, preferencialmente, aos finais de semana e durante a noite.












Por que esta obra é diferente?
Diferente das manutenções passadas, esta fase busca a estabilidade definitiva. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seilog), o foco é o uso de tecnologia adequada para resolver falhas construtivas acumuladas ao longo das décadas.
“Essa ponte é o coração da logística de Corumbá. Estamos saindo do paliativo para o definitivo, garantindo que o escoamento da produção e a mobilidade da população não sejam mais comprometidos por incertezas estruturais”, destaca a gestão da pasta.
Impacto na região
Além de ser o portal de entrada para o ecoturismo, a ponte é um dos principais corredores de integração regional. A revitalização é vista como um alívio para o setor produtivo e uma garantia de segurança para as famílias que dependem da BR-262. Com a Ordem de Início de Serviço (OIS) prestes a ser emitida, as equipes técnicas já se preparam para mobilizar o canteiro de obras e mudar a realidade da travessia sobre o Rio Paraguai.
Por: Redação – Mato Grosso do Sul-Notícias * com informações da Seilog – Fotos: Saul Schramm/Secom/Arquivo








