
O que deveria ser uma oportunidade de trabalho e crescimento profissional terminou em um cenário de horror e barbárie para três famílias de Campo Grande. Na tarde desta terça-feira, (7) de abril de 2026, os corpos de Wagner Felipe Rocha Viana, (20) anos, Wilquison Eduardo Rocha Viana, de (23), e Breno Gabriel Soares Cabral, de (21), foram localizados em uma cova rasa na zona rural do distrito de Marechal Rondon.
O crime: da sinuca ao cativeiro
A cronologia do crime revela a crueldade imposta pelas facções criminosas que ditam leis paralelas no interior do país. Os jovens, que estavam na região para a montagem de um estande em um evento agropecuário, desapareceram na madrugada de sábado, (4) de abril.
Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Guilherme Kaiper, titular da Delegacia de Campo Novo do Parecis, o “erro” das vítimas foi o desconhecimento do território hostil. Ao saírem para um momento de lazer em uma casa de sinuca, o fato de serem “estrangeiros” despertou a paranoia de criminosos locais.
“Eles tiveram os celulares verificados e, nesses aparelhos, teriam sido encontradas fotos e conteúdos relacionados à facção rival. Os detalhes ainda serão esclarecidos no decorrer da investigação”, afirmou o delegado.
O “Tribunal” e a Execução
Submetidos ao cruel ritual do “tribunal do crime“, os jovens foram levados para uma estrada vicinal isolada. O relato policial é estarrecedor:
- Tortura: As vítimas foram amarradas e amordaçadas, impedidas de qualquer defesa ou pedido de socorro.
- Execução: O laudo preliminar indica que os jovens foram asfixiados com cordas e sofreram golpes de faca na região do pescoço.
- Ocultação: Para tentar apagar os vestígios do crime, os executores cavaram uma vala de mais de um metro de profundidade em uma área de mata densa, onde os três corpos foram enterrados juntos.
| Vítima | Idade | Cidade de Origem |
| Wagner Felipe Rocha Viana | 20 anos | Campo Grande – MS |
| Wilquison Eduardo Rocha Viana | 23 anos | Campo Grande – MS |
| Breno Gabriel Soares Cabral | 21 anos | Campo Grande – MS |
Caça aos executores
A Polícia Civil agiu rápido e já identificou quatro envolvidos diretos na barbárie. Até o momento, dois suspeitos foram detidos, incluindo um adolescente de apenas dezesseis anos, evidenciando o recrutamento precoce para a violência extrema das facções.
Impacto e Investigação
A polícia agora trabalha para identificar os mandantes da execução e desarticular a célula criminosa responsável pela segurança ostensiva da facção na região de Campo Novo do Parecis.
As investigações continuam em sigilo para garantir a captura dos demais envolvidos que ainda estão foragidos.
Edição: Redação Mato Grosso do Sul Notícias * com informações do Jornal Eletrônico Dourados News








