
Ré praticou 77 atos criminosos ao longo de dois anos contra o ex-companheiro, familiares e pessoas próximas, utilizando múltiplas identidades e ferramentas digitais
Uma mulher foi condenada a mais de 24 anos de prisão em um caso de perseguição continuada, denúncias falsas e injúria racial, após atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Paranaíba. Entre 2022 e 2024, a ré praticou 77 atos criminosos continuados contra o ex-namorado e diversas pessoas próximas a ele.
Segundo a denúncia do MPMS, a ré e o ex-namorado mantiveram um relacionamento amoroso que durou cerca de dez meses, do qual nasceu um filho. Após o término, motivado por ciúmes excessivos e conflitos, a denunciada iniciou uma sequência de ações criminosas continuadas, praticadas entre agosto de 2022 e setembro de 2024, atingindo seu ex-companheiro, familiares dele e pessoas de seu convívio, como amigos e colegas de trabalho.
A ré praticou, de forma contínua, uma série de crimes que envolveram falsas denúncias em nome de terceiros, ameaças por mensagens e imagens de armas, perseguição reiterada a ao menos 12 vítimas com o uso de cerca de 27 chips diferentes, além de adotar falsas identidades para confundir e incriminar terceiros. Também cometeu injúria racial contra a mãe da vítima, invadiu contas de redes sociais sem autorização e utilizou falsidade ideológica para formalizar denúncias e criar conflitos entre as vítimas.
Em razão da gravidade, do número de vítimas, da extensão temporal, da variedade de meios tecnológicos utilizados e do forte impacto social das condutas, a autora foi condenada a 22 anos, 9 meses e 16 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 1 ano e 6 meses de detenção, em regime semiaberto, e ao pagamento de 1.374 dias-multa.
Fonte: MPMS – Por: Maurício Aguiar – Foto: Divulgação/Ilustrativa – Revisão: Frederico Silva








