Nova variante da Covid-19 já chegou no Brasil? Saiba detalhes

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Até fevereiro de 2026, a BA 3.2 já havia sido identificada em 23 países

variante BA 3.2 da Covid-19 continua sendo monitorada pelos especialistas desde que surgiu, em novembro de 2024. Até fevereiro de 2026, já havia sido identificada em 23 países e, mais recentemente, passou a se disseminar rapidamente pelos Estados Unidos.

Detectada em pacientes e também em amostras de esgoto em 29 estados, a cepa — conhecida como Cicada — tem despertado a atenção de especialistas por apresentar diferenças em relação às variantes anteriores, o que pode reduzir a eficácia das vacinas atualmente disponíveis.

A variante já chegou ao Brasil?

Não, a nova variante da Covid-19 ainda não chegou ao Brasil. Além disso, ainda não existem evidências de que a BA.3.2 provoque quadros mais graves ou seja mais perigosa do que as variantes que circularam durante o inverno de 2025 e 2026 nos EUA.

No entanto, por ser bastante diferente dessas cepas, há a possibilidade de que a proteção oferecida pelas vacinas atuais seja reduzida.

De acordo com as últimas informações noticiadas pela CNN Brasil, segundo Marcelo Otsuka, infectologia do Hospital Infantil Darcy Vargas, gerenciado pelo Einstein Hospital Israelita, a diferença desta cepa para outras mutações é sua alta transmissibilidade, decorrente do grande número de mutações.

Em relação às variantes predominantes do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, a BA.3.2 apresenta entre 70 e 75 mutações na proteína spike — estrutura essencial para a entrada do vírus nas células e principal alvo das vacinas, que estimulam o sistema imunológico a reconhecê-la.

Segundo o especialista, é fundamentar manter o monitoramento contínuo das variantes, avaliando sua prevalência, impacto clínico e capacidade de escape imunológico, a fim de orientar possíveis ajustes nas vacinas.

Marcelo Otsuka ressalta que o coronavírus exibe vigilância constante da mesma forma como ocorre com a influenza, por exemplo, que já apresentou variantes de grande impacto, como em 2009, e mais recentemente com o influenza A.

Por: Mariana Valbão

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