
O Governo de Mato Grosso do Sul decretou luto oficial de três dias em razão do falecimento do ex-governador Marcelo Miranda Soares, ocorrido nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, na capital sul-mato-grossense, aos 87 anos. O decreto, assinado pelo governador Eduardo Riedel, destaca a relevância do político na consolidação institucional e no desenvolvimento econômico do Estado desde a sua criação.
Marcelo Miranda foi uma das figuras centrais na história política de Mato Grosso do Sul. Ele governou o Estado em dois momentos distintos: primeiro em 1979, como governante nomeado no período de transição após o desmembramento do território, e posteriormente em 1986, quando foi eleito pelo voto popular para um mandato de quatro anos (1987–1991). Sua trajetória pública também incluiu o comando da Prefeitura de Campo Grande e um mandato no Senado Federal.
Em nota oficial, o Executivo Estadual manifestou profundo pesar e solidariedade aos familiares e amigos, ressaltando o espírito público e a dedicação do ex-governador ao longo de décadas de vida pública.
Biografia
Marcelo Miranda Soares (Uberaba, 1 de dezembro de 1938 – Campo Grande, 23 de junho de 2026) foi um engenheiro civil e político brasileiro, que atuou de forma destacada no estado de Mato Grosso do Sul, tendo sido prefeito da capital, senador da República e o único a ocupar o cargo de governador do estado tanto por nomeação quanto por eleição direta.
Início de Vida e Carreira Profissional
Natural de Uberaba, Minas Gerais, formou-se em Engenharia Civil. Transferiu-se para o Centro-Oeste brasileiro, fixando residência em Campo Grande antes da divisão do antigo estado de Mato Grosso, onde atuou em grandes obras de infraestrutura e pavimentação.
Trajetória Política
Prefeitura de Campo Grande (1977–1979)
Iniciou sua trajetória nas urnas em 1976, sendo eleito prefeito de Campo Grande. Assumiu o cargo em 31 de janeiro de 1977. Deixou a prefeitura em junho de 1979 para assumir o governo do recém-criado estado de Mato Grosso do Sul.
Primeiro Governo (1979–1980)
Foi nomeado governador do estado pelo presidente da República, general João Figueiredo, sucedendo Harry Amorim Costa. Permaneceu no cargo de 30 de junho de 1979 a 28 de outubro de 1980, período focado na estruturação administrativa e jurídica da nova unidade da federação.
Senado Federal (1983–1987)
Nas eleições de 1982, concorreu ao Senado Federal pelo PMDB, sendo eleito para a legislatura que acompanhou a redemocratização do país e os debates da Assembleia Nacional Constituinte.
Segundo Governo (1987–1991)
Em 1986, venceu a eleição direta para o governo estadual, tornando-se o 6º governador do estado. Seu mandato foi marcado pela expansão da malha rodoviária e incentivos ao setor agropecuário. Entregou o cargo em 15 de março de 1991 ao sucessor eleito, Pedro Pedrossian.
Atuação Posterior e Controvérsias
Afastado dos cargos eletivos, assumiu em 2003 a superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Mato Grosso do Sul. Permaneceu na função até janeiro de 2012, quando foi demitido pelo Ministério dos Transportes após sindicância apontar falhas de fiscalização e irregularidades em contratos de manutenção rodoviária com empreiteiras, resultando em prejuízos apurados aos cofres públicos.
Morte
Faleceu em Campo Grande, no dia 23 de junho de 2026, aos 87 anos de idade.
A publicação do decreto, feita em edição extra do Diário Oficial do Estado desta terça-feira (23), pode ser conferida clicando neste link.
Edição: Redação – Mato Grosso do Sul-Notícias * com informações da Secom/GOV/MS








